O caso da gata desaparecida

Ontem vi a tipa preta, a dona da gata bílis, a correr pelo passeio. Vi-a de dentro da bomba, mas tenho a certeza que era ela. Reconheci-a pelo boné e pela altura (a tipa é mesmo alta).Não pude sair atrás dela, o Tó Jó tinha ido não sei aonde e eu estava sozinho na bomba. Foi chato. Seria muito importante para mim falar com ela. Queria acalmá-la, dizer-lhe que não havia novidades da gata. Queria também dizer-lhe para não desesperar, pois estava a planear uma busca exaustiva com o meu primo Filipe. O meu primo Filipe é um tipo perito em descobrir coisas. Também é melhor do que no que diz respeito ao conserto de coisas avariadas ou estragadas. Mas, voltando à história: Era possível que ela estivesse a fugir do gajo do Opel Kadett. Teria tido finalmente coragem para se livrar daquele atrasado mental? Porra, porque é que eu não saí atrás dela? Não, mas e se ele estivesse furioso, uns metros mais atrás, preparado para a espancar? Se assim fosse, havia uma forte probabilidade de eu também ser apanhado e espancado pelo tipo. E, de qualquer das maneiras era impossível abandonar a bomba. De madrugada, no quarto olhei para a folha onde tinha apontado o número da preta (sinto-me um pouco incómodo a chamá-la de preta, mas, na realidade não sei o seu nome). Peguei no telemóvel e marquei o número. Nesse momento, antes de carregar no sinalzinho verde, a minha mãe puxou o autoclismo, merda, tinha acabado de destruir o meu plano. Na verdade, talvez fosse mesmo estúpido, uma asneira terrível telefonar-lhe a dizer que não tinha encontrado a bílis. Antes de desligar a luz fiquei ainda alguns minutos a pensar nela. Aquela mulher intrigava-me. Tinha de arranjar coragem para lhe telefonar.

6 comentários:

Anónimo disse...

bons posts,mas atençao a repetiçao da palavra "tipa/o" e ao comprimento dos textos!dedica-te a assuntos mais pertinentes da actualidade e menos futeis!
msm assim, parabens e felicidades...

Francisco disse...

Sim! Sim! Estereotipa-te num blogista comum e sê o que esperam de ti! E cuidado, que andam aí tipos sem nenhum tipo de assunto a comentar blogues tipo o teu. A comentar... tipo eu.

Freddy disse...

Méri Kristmas do Freddy, do Pingú e da Zona Franca!!!

Mac Adriano disse...

Neste texto temos a ilusão de que as palavras se solidificam num conjunto de designações, na chave com que julgamos ser capazes de abrir o seu enigma. Deste modo, a narrativa é capaz de acompanhar e cumprir uma verdadeira modernidade, uma vez que está sempre atenta à violência da linguagem e à sua disponibilidade, à palavra e ao seu acto, e daí sabe partir à descoberta de novos caminhos.

SePo disse...
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SePo disse...

eu não percebi o texto...será que é a continuação de algm texto mais antigo? mas, está bem escrito. eu só vim cá porque este senhor fez comentários no meu blog, mas o blog está bom...eu é que não percebi este texto, mas se calhar sou eu que sou burro(é o + provável)